Dom Will

Ars Gratia Artis

Mês: maio 2015

Justa adimiração

O Quintana é o meu Mário favorito…

=Dom

Reducinismo

Quando eu era mais jovem, as crentes não usavam calça.
Hoje, com toda a evolução das coisas, para manter as tradições,
quase não usam roupa alguma…

=Dom

Etimologia da selva

De como um velho perdeu um porto e
um porto ganhou um velho para chamar de seu…

Um taxista me contou, e os taxistas sempre sabem das coisas, que o nome desta cidade nasceu da supressão dum adjunto adnominal restritivo de posse.

Dizia que, antes de Porto Velho ser conhecida, havia um rio, um velho e um porto. O caso é que o velho morava solitário próximo ao porto, e sempre que os viajantes desejavam atracar por estas bandas, usavam a expressão: “- vamos ao porto do velho”. A medida que as barbas do velho cresciam a expressão se propagava entre os barqueiros, e por fim, quando o velho jazia sem barbas e sem espírito a expressão se eternizou.

Como no norte, semelhantemente ao nordeste, há um enorme senso de urgência no falar, tudo precisa ser comunicado com o menor emprego possível de palavras. E, por respeito as leis da eficiência, foi-se cortando tudo o que não era essencial – cortou-se o “do”. O velho, que “in memoriam”, já não se importava em ser lembrado, deixou de existir também na expressão, perdeu seu porto e o porto, que de velho não tinha nada, ganhou um “velho” para chamar de seu.

Depois de toda esta confusão, quem agora ostenta as barbas brancas é o Porto, que já não é mais porto, mas cidade. Do velho ninguém mais lembra. O rio segue seu curso caudaloso e o “do” que foi suprimido, ficou na história, afinal, quem mesmo precisa de um adjunto adnominal restritivo de posse!?

=Dom

Check-in

– O senhor leva algo pontiagudo ou cortante na bagagem!?

– Sim, claro: meu bom e velho português…

=Dom

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