Dom Will

Ars Gratia Artis

Tag: paixão

Me derramo

Não pensei que de tão eloqüente,
“de repente”, ficasse mudo.

Devaneios…

Num instante passo de artista
a mero infante que desconhece
nas frases o verbo ou o sujeito.

Os versos se diversificam.
As idéias concretas liquidificam a si.
E eu me derramo como liquido ébrio
no tapete da sala de tua vida.

=Dom

Empírico

Da tua boca
a marca, em pele.
Vislumbres de um
futuro que conservo
em saudade.

Nas convexas
de tua carne
rabisco poesia.
Côncavas
curvas onde
convoco meus
cromáticos
sentidos.

Nada é relativo e
em nossas leis,
somos os dois, do tempo
forasteiros e do espaço,
matéria dividindo
um mesmo lugar.

=Dom

Mea Culpa

Por entre a turba,
enlouquecido, buscava
os olhos de minha morte.

Em mim, calado,
Vociferavam idéias infames.
Me faltava calma,
Me sobrava culpa.

O vil “modus operandi”,
sempre.
Ali, a metros de mim,
Meu destino…

Tocam, ecoam…
É chegada a hora,
“Mea culpa”,
Me entrego…

De minha sorte, o tempo
De minha morte, os olhos.

=Dom

Duplo sentido

Eu que me fui abandono,
esperança e desespero.
Da pele marcada,
Forjei o duplo sentido.

Por ser, não sendo,
Armado e mortal,
Em tempos de paz,
Feri minha carne
Com a rubra loucura
De ser ironia
Poética e viva.

Da língua afiada,
espada vermelha forjei.
Poema sangrento
De corpo, pele e paixão.

=Dom

Wormhole

No paradoxo existencial
De teus olhos
Contemplo meus dias.

Fenda louca no espaço-tempo.
Espelho taciturno que
Reflete quem não sou.

Passado e futuro
Coexistindo em uma
Perturbadora harmonia.

Nesta óptica, perco a razão!
Já não há tempo.
Não há espaço.

Teus olhos,
Em um instante, em mim,
Mais que uma vida!

=Dom

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